Capítulo 16 - Isso deve contar, certo?

Olá! Este capítulo é especial e querem saber porquê? Mesmo que tenham dito que não, eu respondo! xD Porque que é contado pelo Gonçalo! Portanto para toda a gente que adora o Gonçalo, aqui está! xDD

 

 

P.O.V. Gonçalo

 

Fiquei ali na praia, enquanto ela se afastava. De certeza que não ia atrás dela. Já tinha feito porcaria suficiente. Quando a deixei de ver, peguei na camisola e fui-me embora. Não sabia muito bem se haveria de ir para casa e lidar com o drama de sempre. Agora que ela foi embora, não tenho mais nada. Decidi que tinha de ir para casa. Sentia-me demasiado cansado para fazer o que quer que seja, apesar de saber que a uma certa altura, vou dar em doido, só de pensar nela. Sei que a minha casa não é o melhor sitio para se estar, mas agora é tudo o que eu preciso. Isso e ela. Fui suficientemente burro, para chegar ao ponto de a deixar ir sem dar luta, ou sem lhe dizer o quanto a amo e agora ela deixou-me para sempre. Já estou a dar em doido e ainda só comecei a perceber o meu erro á poucos instantes. Como é que eu vou sobreviver sem ela?

 

Essa pergunta dava cada vez mais cabo de mim. Continuei a andar e a olhar para outras coisas, para me tentar distrair. O mar começava a estar revolto e o vento soprava cada vez com mais força, como se ambos estivem-se a tentar derrubar-me por causa do meu erro.

 

- Já percebi, okai! Não preciso de vocês também a julgar-me! – Gritei. Não sabia muito bem porque é que estava a fazer aquilo. Deixei-me cair para a areia com toda a força, com as mãos a taparem-me a cara e os cotovelos em cima dos joelhos. As lágrimas vieram-me aos olhos. Tentei fazer um esforço para não as deixar cair, mas foi a mesma coisa que tentar equilibrar um ovo na ponta do nariz. Começaram a cair pelo meu rosto, cada vez com mais intensidade. Nunca fui do tipo de pessoa que diz que os rapazes não choram. Os rapazes choram, é claro que choram, são pessoas humanas, são iguais ás raparigas, se calhar um bocado menos sensíveis, mas mesmo assim. A única diferença é que uns são mais fortes que outros. Eu acho que sou forte, porque sempre tive um pai que me ordenou sê-lo e isso deve ser a única coisa pela qual lhe estou agradecido. Tenho noção que esta foi a única rapariga pelo qual chorei, isso deve querer dizer alguma coisa, certo?

 

Tirei as mãos da cara e o vento bateu-me com força. Não com força suficiente para doer, mas com força. Com força suficiente para congelar as lágrimas e despentear-me. Levantei-me e continuei a andar até casa…


publicado por Find Who It Is às 11:01 | link do post