Terça-feira, 27.12.11

Capítulo 7 - Reencontro

Olá! Aqui está o 7º capítulo, e quem sabbe, hoje não conseguia chegar ao 10º capítulo! :) Espero que gostem e como este capítulo é grande quero dedicar ás pessoas que lêem e acompanham o blog.

 

 

P.O.V. Viviana

 

- Sim? – Disse eu.

 

- Olá, Viviana. – Eu reconhecia aquela voz.

 

- Quem é? – Perguntei eu.

 

- Hum, é o Gonçalo. – Estava prestes a desligar o telemóvel, quando… - Espera! Não desligues!

 

- Espera. – Fui até ao quarto para puder falar á vontade. Entrei no quarto e tranquei a porta á chave – literalmente. – O que é que tu queres?

 

- Quero só conversar contigo. – Disse ele.

 

- Pois, mas eu não tenho nada para conversar contigo, desculpa.

 

- Vá lá, Viviana! Não sejas assim.

 

- Gonçalo, a sério, eu e tu não temos mais nada para falar. – Lamentei. A verdade é que ia sentir a falta dele.

 

- Viviana, não tem que ser assim. – Disse ele com um ar triste.

 

- Tem, sim Gonçalo. Tu não percebes. – Eu sabia que se aquilo não acaba-se ali, eu ia começar a chorar.

 

- Viviana, dá-me uma chance. – Implorou ele.

 

- Não posso! – E aconteceu - comecei a chorar.

 

- Vem ao portão das traseiras. – Pediu.

 

- Vou a onde? – Não estava a perceber nada daquele pedido.

 

- Ao portão das traseiras.

 

- Okai. – Desliguei o telemóvel e sequei as lágrimas.

 

Destranquei a porta do quarto com muito cuidado e voltei a trancá-la do lado de fora. Só por causa das moscas.

 

Desci pé-ante-pé muito devagarinho, para a Sara não me apanhar. Quando cheguei á porta das traseiras, parei 1 minuto antes de a abrir também com muito cuidado. Abri e qual não foi o meu espanto, quando vi o Gonçalo á minha espera, encostado na parede com a cabeça para trás. Ele olhou para mim e sorriu. Dirigiu-se a mim e pôs as mãos dele na minha cintura.

 

- O que é que estás aqui a fazer? – Perguntei eu, enquanto lhe tirava as mãos da minha cintura.

 

- Vim falar contigo. – Ele tentou esboçar um sorriso.

 

- Mas eu não quero falar contigo. – Levantei o meu dedo indicador do lado esquerdo, onde se via o penso e o contorno seco do sangue que tinha escorrido.

 

- O que é que tu fizeste?! – Perguntou ele, agarrando-me na mão ainda com o dedo esticado.

 

- Chama-se “Pacto de Sangue”! – Ele ficou a olhar para mim com olhos de peixe.

 

- Tu és doida Viviana! – Disse ele a gritar.

 

- Shiu! Fala baixo! – Ele largou-me a mão com brutalidade.

 

- Isso tem alguma coisa a ver com aquilo que aconteceu entre nós os dois?! – Perguntou ele ainda a gritar.

 

- Porra! Já te pedi para falares baixo! – Disse eu a tapar-lhe a boca com a mão. – Talvez, em parte. – Encolhi os ombros e ele tirou-me a mão da boca dele.

 

- Desculpa. – Disse ele a acariciar-me a mão.

 

- Não faz mal. Ao que parece a Sara não ouviu. – Esbocei um sorriso um bocado para o amarelo.

 

- Eu não estou a pedir desculpa por gritar, eu não quero saber da tua amiga para nada! – Disse ele olhando para os meus olhos. – Estava a pedir desculpa por isto. – Ele apontou para o meu dedo com o penso rápido.

 

- Isso não foi culpa tua. Eu é que o quis fazer. – Disse eu, acariciando-lhe a cara.

 

- Eu amo-te, Viviana. – Agarrou na minha mão e entrelaçou os dedos dele nos meus.

 

- Eu também te amo, Gonçalo. – Sorri. Desta vez um sorriso mesmo verdadeiro e não forçado.

 

- A sério? – Ele parecia surpreendido por eu lhe dizer aquilo.

 

- Não! É só para me deixares em paz. – Disse eu a rir na brincadeira. Ele sorriu.

 

Eu sabia que tinha feito um pacto com a Sara, mas não resisti. Aproximei-me mais dele e beijei-o. Aquele beijo tinha sido mais espectacular que o primeiro. Mas quantas vezes mais. Ele brincou com a minha língua durante um bocado e depois afastámo-nos.

 

- Okai, é só para te lembrares que desta vez foste tu que me beijas-te. – Disse ele a sorrir.

 

- Eu sei. – Disse eu a rir.

 

- Viviana! – Ouvi a minha mãe a gritar dentro de casa.

 

- Tens que ir embora rápido. – Disse eu ao Gonçalo.

 

- Está bem. Adeus. – Disse ele e começou a correr.

 

- Adeus. – Disse eu.

 

- Viviana! O que é que estás aqui a fazer?! – Disse a minha mãe que apareceu de repente com a Sara atrás dela.


publicado por Find Who It Is às 16:48 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Capítulo 6 - Pacto de Sangue

Olá! Hoje já fiz mais um capítulo, não é muito grande, mas espero que gostem  e deixem comentário aí em baixo ↓. Adianto já que, este "Pacto de Sangue" ainda vai ter muita história.

 

 

P.O.V. Viviana

 

- Um pacto de sangue?! Tu estás maluca, Vivi?! – Disse a Sara

 

- Não! Vê, eu gosto dele e tu também, mas, nós somos melhores amigas á 5 anos! – Gesticulei as mãos como se fossem uma balança.

 

- Mas que pacto seria esse?

 

- Mesmo que ele goste de uma de nós, não o podemos beijar, nem curtir e muito menos namorar com ele.

 

- Okai. Tens uma faca? – Perguntou ela, apreensiva.

 

- Tenho e também tenho pensos. – Disse eu animada.

 

Fui buscar a faca á cozinha e os pensos á casa de banho.

 

- Okai, faz tu primeiro. – Disse ela, com medo.

 

Agarrei firmemente na faca pelo punho, levei a ponta desta á ponta do meu dedo e fiz pressão até fazer um pequeno corte, donde escorreu um fio de sangue escarlate.

 

- É a tua vez e faz depressa. – Disse eu.

 

Enquanto ela fazia a mesma coisa, caiu uma pequena gota do meu dedo para o tapete da minha sala. Ela fez o mesmo corte e tocámos nos dedos cortados uma da outra.

 

- Prometes nunca ter uma relação com o Gonçalo? – Perguntou-me a Sara. Eu sabia que a resposta me ia custar a sair, mas um pacto de sangue, é um pacto de sangue.

 

- Prometo, e tu? – Disse eu. Pensei que a resposta ia demorar a sair, mas foi rápida como um relâmpago.

 

- Prometo. – Disse ela. Tirámos os dedos uma da outra. – Uau! Isto foi a coisa mais excitante que alguma vez fiz contigo!

 

- Pois foi! – Eu ri-me. Abraçámo-nos durante um bocado. – Ah, pois! Toma um penso. – Só depois é que me lembrei que ainda tínhamos o corte a sangrar. Agarrei num penso e dei-lhe, depois agarrei noutro e coloquei-o.

 

- Hum, que horas são? – Perguntou a Sara.

 

- 7:26, a minha mãe já deve estar a acordar. – Disse eu a olhar para o visor do meu telemóvel. - É melhor irmos para a casa de banho, para nos arranjar-mos.

 

- Acho que é a primeira vez que concordo contigo, Vivi! – Nós rimo-nos as duas em uníssono.

 

Subimos as escadas até á casa de banho, até que eu me lembrei que tinha que ir buscar uma coisa ao quarto.

 

- Olha, tenho de ir buscar uma coisa ao quarto, mas vai começando a preparar as coisas e a arranjar-te. – Ela acenou com a cabeça e eu fui até ao quarto.

 

No caminho, comecei a sentir uma coisa a vibrar no bolso do lado direito das calças. Era o telemóvel. Tirei-o do bolso e olhei para o visor – Número privado. Atendi.


publicado por Find Who It Is às 16:05 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Capítulo 5 - Confissões

Olá! Aqui está o 5º capítulo, espero quee gostem e deixem comentário aí em baixo ↓!


 

- Olá, minha cigana. – Disse eu a atender o telemóvel.

 

- Olá, minha vadia. – Disse ela a rir. – Ouve lá, mas tu hoje acordas-te a que horas?

 

- Pois, 4 da manhã, acho eu. – Disse eu a fechar um olho.

 

- 4?! Tu és doida Vivi?! – Disse ela do outro lado da linha.

 

- Pois…Não sou, mas para lá caminho, princesa. – Disse eu a rir. – Olha, vem cá a casa, para me ajudares com os trabalhos de casa.

 

- Está bem, só preciso de preparar a mochila e vou já para aí, amor.

 

- Okai, mas despacha-te, tenho novidades. – Disse eu.

 

- Estou ansiosa por ouvir! – Disse ela.

 

Passado 20 minutos ela chegou. Abri-lhe a porta e ela entrou.

 

- Então, conta lá as novidades. – Disse ela agarrando-me nas duas mãos e puxando-me para o sofá.

 

- Bem, hoje tive uma insónia e fui até á piscina comunitária do condomínio. – Disse eu entrelaçando os meus dedos nos dela. – E estava lá o Gonçalo da rua 12.

 

- Ó meu Deus! O que é que aconteceu? – Perguntou ela de queixo caído.

 

- Bem, conversámos um bocado e de repente, ele…ele… - Pensei se era mesmo a ideia certa contar aquilo á Sara, afinal ela já tinha tido um fraquinho por ele.

 

- Ele o quê? – Perguntou ela de olhos esbugalhados.

 

- Ele beijou-me. – Disse eu e baixei a cabeça.

 

- E tu? O que é que tu fizeste? – Perguntou ela.

 

- Eu…eu…deixei. – Disse eu olhando de olhos bem abertos para ela.

 

- E o que é que aconteceu depois?

 

- E depois ele disse que me amava… - Só depois de contar tudo á Sara é que me apercebi de três coisas: a Sara gosta dele; eu deixei-o beijar-me e pior, gostei do beijo; e por último, eu também estava apaixonada por ele.

 

- Isso é óptimo Vivi! E tu gostas dele? – Ela parecia animada, mas eu sabia que no fundo lhe doía.

 

- Acho que sim, mas acho que não sou a única. – Disse eu a sorrir para ela.

 

- Isso já foi á muito tempo – Disse ela a rir.

 

- Eu conheço-te Sara, tu não deixas de gostar de alguém de um dia para o outro. – Disse eu a olhar para ela.

 

- Oh, isso não interessa! O que interessa é que ele gosta de ti e tu gostas dele. – Disse ela a sorrir.

 

- Sara… - Disse eu a olhá-la nos olhos. – Por favor, nós somos amigas á 5 anos, sabes que podes confiar em mim.

 

- Okai, se calhar ainda gosto um bocadinho dele. – Disse ela com um ar desanimado.

 

- Eu sabia. – Disse eu a olhar para ela a sorrir. – Vamos fazer um pacto!

 

- Um pacto? – Ela olhou confusa para mim.

 

- Sim um pacto de Sangue…

 

publicado por Find Who It Is às 01:56 | link do post | comentar | ver comentários (4)

mais sobre mim

pesquisar neste blog

 

Dezembro 2011

D
S
T
Q
Q
S
S
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
24
29
30
31

posts recentes

últ. comentários

Posts mais comentados

arquivos

2012
2011

tags

favoritos

subscrever feeds

blogs SAPO